pré coeducação

História da pré coeducação

OS “CAMPOS DA AMIZADE”: PRIMÓRDIOS DA COEDUCAÇÃO NO BRASIL

Hoje pode-se dizer que a coeducação é algo corrente e normalíssimo no escotismo brasileiro e mundial.

Claro que há maneiras diferentes de se aplicar a coeducação, sobretudo em países que permitem várias opções:

Nesses países, há grupos que por exemplo, no caso de jovens pré adolescentes, há tropas separadas - femininas e masculinas, outras têm uma só tropa mas com patrulhas femininas e masculinas e ainda outras que aplicam a coeducação plena, ou seja, elas e eles partilham a mesma tropa e a mesma patrulha. Não há maneiras certas e erradas. Há o bom senso e a realidade local.

E antes de isso se tornar normal? A implantação da coeducação no Escotismo não foi fácil em nenhum país do mundo, mesmo naqueles com fama de serem progressistas. As experiências que conduziam a essa mudança eram poucas, tímidas e hesitantes.

Não é de se admirar - o Escotismo mundial, durante várias décadas foi só para rapazes. As meninas tinham como opção o movimento chamado no Brasil de bandeirantismo.

No entanto, em 1965, deu-se no Distrito de Niterói, da Região do Rio de Janeiro a realização do 1º Campo da Amizade, um acampamento misto, fruto do acordo havido entre a FBB e a UEB naquele distrito escoteiro.

Não sei se terá sido a primeira experiência deste gênero no país, talvez sim. O que é fato, é que esse ensaio coeducativo foi um êxito, tanto que virou tradição naquele distrito e houve umas dez edições desse evento, dos quais participei em vários.

Eu tive o privilégio de participar desse primeiro acampamento em conjunto com as bandeirantes. Hoje posso dizer que foi um privilégio, mas na altura foi um grande choque.

Realmente, os escoteiros da minha tropa de então nem aceitaram bem a ideia de participarmos, quando o nosso chefe nos anunciou que todo o grupo ia.

Mas compreende-se a nossa reação. Estávamos em meados da década de ’60 e havia na sociedade daquela época toda uma cultura algo retrógrada de “cuecas para um lado e calcinhas para outro”.

E nós garotos, influenciados por essa cultura, adotávamos para o escotismo o mesmo lema do Clube do Bolinha: “meninas não entram”.

Ainda bem que a sociedade e em consequência o escotismo abriu os olhos. A UEB adotou oficialmente a coeducação creio que em 1980.

 

Quem quiser, leia abaixo a crônica “Prelúdio da Coeducação no Brasil – Quando eles e elas acamparam juntos”.
Mas atenção: não se trata de uma reportagem monótona que conta exatamente como foi. É uma crônica mesmo.
É pessoal e na maior parte dela a história é contada como se fosse relatada por um garoto de 12 anos, que nem queria saber de meninas num acampamento de escoteiros.

Esta página foi criada com base na publicação no Facebook feita em 10/10/2020 pelo chefe Alex Ripoll.
O chefe Alex também enviou a cronica relacionada com os "Campos da Amizade".  Baixe em nosso link.
Página criada em 12/10/2020.